segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

NANICA

Senta-se a minha frente,
Eu já aprendi a ler
E posso te contar histórias.
Senta-te e diga que vale a pena,
A gente se dizer mana.
Dizer: - Te falo, te olho e banana,
Com os olhos do estomago
Com os olhos que comem da mesma tua comida
Com a boca que te diz amiga.
Fique assim sentada com o reflexo do sol nos teus cabelos,
Fazendo com que eu enxergue uma fumaça,
Como se estivesse a tua cuca fundindo,
Prestes a explodir com o próximo cálculo do seno.
Então reparo na poesia que calcula o cosseno.
Falo-te de uma cola
E tu quase louca,
Faz um topete
E diz que é coisa de Néka e não de Déty.
E te lembra quando aprendi a rimar,
Quando eu contava histórias,
Quando eu rimava Odette
Com omelete,
Chiclete,
Gillete...
Acho até que não estava errada
Por que tu corta bem,
Tão bem que chega a sangrar.
Ô nanica vai te criar viver
E aprender a amar
Prá me ensinar.

Nêmora Franco (Néka)

19.06.1981

Um comentário:

  1. Esta fiz para minha irmã Odette Franco. Amo minha irmã e somos muitos parceiras.

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