sábado, 25 de janeiro de 2014

SÍNDROME DE DEDÓGRAFA

Chega de bater à máquina.
Quero a caneta sem “errorex”,
                             Sem toque-volta,
                             Sem retrocesso,
                             Sem  automatização.

Quero meu “m” cada vez mais espichado
E o meu “P” assimétrico cada vez
Apresentado de uma forma diferente.


Quero meus dias de crise
Registrados pela mão liberta,
Em tremulas frases
De caligrafia individual,
                        Pessoal.

Quero os textos mais meus,
Quero meu carimbo nas cartas.
Quero minha digital
No cano fatal da caneta...
                                   Letra.

Nêmora Franco

12.11.1984
Poesia manuscrita.

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