Chega de bater
à máquina.
Quero a caneta
sem “errorex”,
Sem toque-volta,
Sem retrocesso,
Sem automatização.
Quero meu “m”
cada vez mais espichado
E o meu “P”
assimétrico cada vez
Apresentado de
uma forma diferente.
Quero meus
dias de crise
Registrados
pela mão liberta,
Em tremulas
frases
De caligrafia
individual,
Pessoal.
Quero os textos
mais meus,
Quero meu
carimbo nas cartas.
Quero minha
digital
No cano fatal
da caneta...
Letra.
Nêmora
Franco

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