Como animais de carga seguimos indignados...
O chicote rasga os nossos corpos e nos queima.
O sangue escorre da consciência
Causando um derrame cerebral,
Marginal.
Agimos como irracionais, irracionalizando a massa
E o maçante massacre nos amassa.
O pilão nos soca para o fundo do fundo,
E gozamos, gozamos uma dor insaciável.
Um grito ecoa...
Ecoa, por que alguém terá que gritar
E muitos deverão escutar.
O prazer do superior chega ao fim
E a rebelião se arma.
O pilão apodrece,
Enquanto o outro poder se inflama.
O órgão do poder é outro,
A liberdade está explicita
E a epiderme sensivelmente exposta aos curativos do
sol,
Enquanto os campos florescem de flores silvestres,
Campestres.
Nêmora Franco (Néka)
14.11.1983
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