sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

SOU ESCRAVO DO TEMPO


Início do ano e eu que planto
Espero uma chuva,
A plantação vai morrendo...
A chuva não chega,
De repente um trovão!!!!
A chuva chega como um furacão.
O sorriso se vai
E com isso a preocupação.
Outra manhã e tem sol!
Mas é um calorão!
Os legumes morrerão,
Então apelo para a oração.
Passa o tempo e sempre o sol,
De repente um ventinho,
Mas logo sinto saudades do quentinho.
É tristeza e alegria,
Minha plantação
Morria e vivia.
No fim do ano, sento e penso:
- Sou escravo do tempo!

Nêmora Franco (Néka)

1976

Um comentário:

  1. Na época em que escrevi este poema, um dos meus tios, o Sérgio, era produtor agrícola no interior do Rio Grande do Sul e o tema plantação/tempo era assunto recorrente na família.

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