Uma rua
simplesmente.
Nem minha,
nem tua,
Deles,
daqueles que a usam
Nas sombras
da Lua.
Rua onde o
aleijado
É
ridicularizado.
Onde de dia
é uma coisa
De noite
outra.
Onde o pobre
é motivo de risadas
Onde
crianças desprotegidas,
Por nada
levam palmadas.
É na rua que
o pobre pede ajuda
E é na rua
que não é ajudado.
É na rua que
um rosto pede amor
E é tachado
de mal amado.
Nesta rua...
Algum dia
alguém gritou socorro,
E quem lhe
respondeu foi o Eco,
Pois ajuda é
o que nesta rua não existe.
O de calça
curta é “marreco”,
O de calça
boca larga é “jecão”,
Nunca foi
lugar de inspiração.
Tudo nela é
estranho,
Amizade é
raridade
Tudo
pesadelo, nunca sonho.
Nesta rua...
Não existe
quem não foi assaltado,
Num ônibus
lotado,
Nem quem
nunca “pechou” em alguém,
Que não
passava de um simples ninguém.
Esta rua é
muito conhecida...
Não tem
volta,
Só tem ida,
É a rua da
vida.
Nêmora
Franco (Néka)
12.11.1979
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