sábado, 8 de março de 2014

A RUA


Uma rua simplesmente.
Nem minha, nem tua,
Deles, daqueles que a usam
Nas sombras da Lua.
Rua onde o aleijado
É ridicularizado.
Onde de dia é uma coisa
De noite outra.
Onde o pobre é motivo de risadas
Onde crianças desprotegidas,
Por nada levam palmadas.
É na rua que o pobre pede ajuda
E é na rua que não é ajudado.
É na rua que um rosto pede amor
E é tachado de mal amado.
Nesta rua...
Algum dia alguém gritou socorro,
E quem lhe respondeu foi o Eco,
Pois ajuda é o que nesta rua não existe.
O de calça curta é “marreco”,
O de calça boca larga é “jecão”,
Nunca foi lugar de inspiração.
Tudo nela é estranho,
Amizade é raridade
Tudo pesadelo, nunca sonho.
Nesta rua...
Não existe quem não foi assaltado,
Num ônibus lotado,
Nem quem nunca “pechou” em alguém,
Que não passava de um simples ninguém.
Esta rua é muito conhecida...
Não tem volta,
Só tem ida,
É a rua da vida.

Nêmora Franco (Néka)

12.11.1979

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