Diante da
folha branca pautada...
Aquela
vontade de escrever algo,
Algo que me
explicasse,
Que deste
baixo astral me tirasse.
Falta de
inspiração...
Sem brilho,
sem ação,
Sem luz, sem
paixão.
De repente a
mão treme
Muito a fim
de dizer algo
Alguma coisa...
Começa a
corrida incessante
Palavras que
expressem
O interior
quase vazio.
Uma guerra!
É como se
uma aura protetora
Envolvesse a
folha de papel
Que agora já
se enche
De meias
palavras,
Meias frases,
Meias
verdades.
Tudo nubla.
Falta um
muso inspirador!
Perto de
desistir...
Na reta
final...
Sai um pingo
de caneta,
Manuseado pela
ponta da tinta
Que suja o
branco da folha.
E acaba a
paz.
Treme a mão
que rabisca
risca...
E a poesia
se arrisca.
Nêmora
Franco (Néka)
07.10.81
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