sábado, 6 de setembro de 2025

Marley

  Marley

Marley era da rua tinha

Amor de todos 

e comida,

mas sofria...

estava velho, apanhava.

tinha pânico do Ronynho.

Pedia carinho de mansinho,

                          espiadinho,

               com medo tadinho.

Não era castrado,

             foi baleado,

                  atacado,

saia e voltava machucado.

Me olhava e pedia cuidados.

Me escolheu do nada,

me amou e foi amado.

Meu Marley 

te prendi, te protegi,

mas tu triste, me pedia para sair.

Te soltei. Era isto que querias?

Eu chocada.  Ele gelado.

Na esquina ensanguentado.

Era isto que querias?

Querido da tia. 

Amor da tia.

Desejei que minhas lágrimas, 

te fizessem voltar,

como nos contos de fadas.

Meu companheirinho.

Meu bichinho.

Nunca vou esquecer meu segundo cachorro, que me escolheu,

                                                                              me acolheu,

                                                                             me protegeu.

Vai em paz Marley, lá não tem fogos no natal, nem ano novo, não há ataques de outros cães, só luz,

minha segunda estrelinha *

Néca

07/02/2025

Quintão

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