sábado, 15 de fevereiro de 2014

COLORINDO



Corre por entre as veias
Novos e velhos
Sob a custódia do mar.
Sem silêncio, sem gritar
Sem murmúrio, nem calar.
Falando somente
De cobre, sem corte
Claramente.
Se pintar o artificial,
Nada de raiva, nem ira,
Tudo bem, tudo natural.
E com a paz de cada grão estará perfeito,
Sob a luz do Sol
Sem escuridão, sem defeito.
Eu no meu canto,
Tu no teu,
E nós no encanto.
E em respeito a Lua,
Tu tira a roupa
E eu fico nua.

Quando a flor crescer,
E florescer
Tu vai me bulir
E eu vou sorrir.
E nós vamos plantar
Grãos de paz
E nós vamos semear algo mais
Do que falar
Amar.

Nêmora Franco

13.04.1983

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