sábado, 15 de fevereiro de 2014

SOLUÇÃO NOVA



O sangue escorria do garrafão...
O sangue escuro,
O sangue nobre.
Os carros rodavam em cima do líquido,
Pouco ligavam para a nobreza do dito.
Os cacos rolavam em migalhas,
E esmigalhada ficou nossa vontade de beber.
Nós estáticos diante do ocorrido.
O acidente foi tão trágico, que ninguém teve  a iniciativa de ajudar.
O líquido,
          A esperança,
                   Os planos,
                       A vontade,
Ou seguiam a cor ou permaneciam com os cacos.
E nós inanimados,
          Desanimados...
A liberdade chega mais rápido que a evaporação total do alcool.
A nova ideia...
A grana pro vinho novo,
A compra da nova esperança,
A ressurreição da vontade de beber,
Beber muito,
Até esquecermos que bebemos
ou que perdemos a bebida.

Nêmora Franco (Néka)

06.12.1982



Poesia Manuscrita

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