O sangue escorria do garrafão...
O sangue escuro,
O sangue nobre.
Os carros rodavam em cima do líquido,
Pouco ligavam para a nobreza do dito.
Os cacos rolavam em migalhas,
E esmigalhada ficou nossa vontade de beber.
Nós estáticos diante do ocorrido.
O acidente foi tão trágico, que ninguém teve a iniciativa de ajudar.
O líquido,
A
esperança,
Os planos,
A vontade,
Ou seguiam a cor ou permaneciam com os cacos.
E nós inanimados,
Desanimados...
A liberdade chega mais rápido que a
evaporação total do alcool.
A nova ideia...
A grana pro vinho novo,
A compra da nova esperança,
A ressurreição da vontade de beber,
Beber muito,
Até esquecermos que bebemos
ou que perdemos a bebida.
Nêmora Franco (Néka)
06.12.1982
Poesia Manuscrita


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